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A 9ª Câmara CÃvel do TJRS condenou posto de combustÃvel de Caxias do Sul pela falha no dever de vigilância, que resultou no furto de um veÃculo no estabelecimento. O frentista entregou as chaves de um carro para um ladrão que se disse amigo do cliente. O JuÃzo do 1º Grau determinou que Catz Postos-Poli Auto Posto e Serviços LTDA. e Lavagem e Lubrificação Vitorino Ltda. indenizem o dono do automóvel pelos danos materiais no valor de R$ 26 mil. No TJRS, a 9ª Câmara CÃvel confirmou o dano material e também determinou indenização por danos morais. O autor da ação relatou que, na condição de cliente habitual do Posto, costumava deixar veÃculos na lavagem, entregando num dia e retirando no dia seguinte. Deixou seu veÃculo no sábado para lavar e no domindo à tarde, quando foi buscá-lo, não o encontrou mais no local. Segundo o autor, o frentista afirmou que havia entregado a chave do carro a um rapaz, que disse ser seu amigo e que iria levar o carro para mostrar a um cliente. Ele ressaltou que os veÃculos ficam no interior do posto, cuja entrada é fechada por correntes, onde somente o funcionário tem a chave para abrir a passagem. Indignado com a atitude do funcionário, telefonou para o proprietário do posto e teve acesso ao vÃdeo das câmeras de segurança, que confirmaram o furto do veÃculo. O autor da ação registrou queixa na delegacia e ingressou na justiça reivindicando indenização pelos danos morais e materiais sofridos. Sentença O processo foi julgado pela JuÃza de Direito Zenaide Pozenato Menegat, da 5ª Vara CÃvel da Comarca de Caxias do Sul. No processo, a defesa do estabelecimento alegou que o ladrão estava munido de informações precisas a respeito do autor, proprietário de uma revenda de carros, e do veÃculo, tendo ludibriado o funcionário sem deixar transparecer suas reais intenções. Também informaram que, por diversas vezes, os automóveis eram retirados por pessoas das relações comerciais do autor, possivelmente funcionários da sua revenda. Na sentença, a magistrada descreve que a prova pericial analisou as câmeras de segurança do posto de gasolina, descrevendo o que continha nas imagens gravadas na ocasião. Dessa forma, mostra-se inegável a falha do sistema de segurança existente no estacionamento, que possibilita ser burlado por artimanhas de meliantes, deixando à lume a sua vulnerabilidade, em prejuÃzo ao cliente, disse Zenaide Pozenato Menegat. A JuÃza cita ainda que a responsabilidade do posto decorre da aplicação da Súmula 130 do STJ: A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veÃculo ocorridos em seu estacionamento. Foi afastada a pretensão por danos morais e determinada uma indenização por danos materiais no valor de R$ 26 mil, desde a data do evento danoso, bem como o ressarcimento das despesas com perÃcias, todos atualizados pelo IGP-M com juros de 1% ao mês. Houve recurso interposto pelas duas partes. Apelação No julgamento da 9ª Câmara CÃvel do TJRS, o Desembargador relator Tasso Caubi Soares Delabary confirmou a indenização por danos materiais no valor de R$ 26 mil. O pedido de indenização por danos morais também foi concedido ao autor, no valor de R$10 mil. Segundo o magistrado, o posto não atentou para o dever de guarda e vigilância que lhe era exigÃvel, sobremaneira quando disponibiliza aos seus clientes que os veÃculos pernoitem em seu estabelecimento com intuito de oferecer serviço diferenciado na concorrência e, igualmente, captar maior número de clientes, aumentando sua lucratividade. Inegável a falha na guarda e segurança dos veÃculos estacionados no estabelecimento, devendo ressarcir eventuais danos ou prejuÃzos acontecidos por falta de vigilância, explicou o Desembargador Tasso Caubi Soares Delabary Participaram do julgamento, além do relator, as desembargadoras Iris Helena Medeiros Nogueira e Marilene Bonzanini. Fonte: TJ |
