27 de fevereiro de 2009  

 Local do provedor é indiferente para definir quem julga pornografia infantil na internetA Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que é indiferente a localização do provedor de acesso à internet para determinar a competência para julgar caso de publicação de imagens pedófilo-pornográficas na internet. O relator do caso é o ministro Og Fernandes.

Foi instaurado procedimento administrativo para apurar a responsabilidade criminal de acusado de veicular imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes, por meio da internet.

O juízo federal do estado de São Paulo declinou da competência, acolhendo a manifestação do Ministério Público de que os autos deveriam ser remetidos ao endereço do titular do portal onde foi consumado o delito, no Rio de Janeiro. Já o Juízo Federal da 4ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro atribuiu a competência ao Juízo de São Paulo, já que teria sido demonstrado que existiram protocolos de internet referentes à empresa situada na capital paulista.

Segundo o ministro Og Fernandes, de acordo com o entendimento do STJ, o delito consuma-se no momento da publicação das imagens, ou seja, aquele em que ocorre o lançamento na internet das fotografias de pornografia infantil, o que, no caso, se deu em São Paulo. Dessa forma, não se mostra relevante, para fins de fixação da competência, o local em que se encontra sediado o provedor de acesso ao ambiente virtual.

Diante do contexto, o ministro conheceu do conflito de competência e declarou competente o Juízo Federal da 1ª Vara Criminal, do Júri e das Execuções Penais da Seção Judiciária do Estado de São Paulo. A decisão foi seguida por unanimidade pelos demais ministros da Terceira Seção.

Fonte: STJ

Comentários
5 comentários em “Local do provedor é indiferente para definir quem julga pornografia infantil na internet”
  1. Neto disse:

    Concordo. Desde a lei complementar criada pelo Sen. Eduardo Azeredo que se instituiu uma polêmica na Net entre provedores e usuários sem nenhuma conclusão definitiva. Acho que, do ponto de vista da Pedofilçia, deve se chegar a um final.

    Em tempo:
    Mallmann
    Gostaria de lhe pedir desculpas pela minha não participação na sua campanha contra a umbigosfera jurídia como antes havia prometido participar (no prazo).
    Alguns posts meus que foram ao ar este mês estavam agendados e por absoluta falata de tempo eu não pude escrever sobre o assunto.
    Peço-lhe encarecidas desculpas e deixo aqui registrada minha, também, indignação sobre o referido tema.

    Abraços

  2. Neto disse:

    Em tempo:
    Mallmann
    Gostaria de lhe pedir desculpas pela minha não participação, na sua campanha contra a umbigosfera jurídica, como antes havia prometido participar (no prazo).
    Alguns posts meus, que foram ao ar este mês, estavam agendados, e por absoluta falta de tempo, eu não pude escrever sobre o assunto.
    Peço-lhe encarecidas desculpas e deixo aqui registrada minha indignação sobre o referido tema.

    Abraços

Trackbacks
  1. Contexto Jurídico » Local do provedor é indiferente para definir quem julga pornografia infantil na internet…

    Um avanço nos julgamentos frente a malandragem dos pedófilos que hospedam suas imagens em servidores internacionais para que não sofram punição….

  2. domelhor.net disse:

    Contexto Jurdico Local do provedor indiferente para definir quem julga pornografia infantil na internet…

    Um avano nos julgamentos frente a malandragem dos pedfilos que hospedam suas imagens em servidores internacionais para que no sofram punio….

  3. Contexto Jurdico Local do provedor indiferente para definir quem julga pornografia infantil na internet…

    Um avano nos julgamentos frente a malandragem dos pedfilos que hospedam suas imagens em servidores internacionais para que no sofram punio….



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