Brasília e São Paulo – A greve dos bancários chegou ao sétimo dia de paralisação ainda mais forte nas grandes cidades e se alastra pelos municípios pequenos. A paralisação também atinge os centros administrativos de todos os bancos nas capitais, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro.

Embora as atenções da categoria tenham se desviado para o primeiro turno das eleições, no último fim de semana, a festa cívica não esfriou a mobilização, segundo Cordeiro. Ao contrário, os bancários demonstram cada dia mais a “capacidade de resistência e enfrentamento à intransigência dos bancos”.

Os bancários querem 11% de reajuste, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece apenas os 4,29% de reposição da inflação e rejeita as demais reivindicações, como valorização do piso salarial e maior participação nos lucros e resultados (PLR).

Como os patrões se mantêm irredutíveis, sem nenhuma sinalização de reabrir negociações, o presidente do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal (DF), Rodrigo Britto, considera a atitude um descaso, próprio de quem aposta no confronto.

Segundo ele, o grande número de agências bancárias fechadas [7.437 em todo o país] mostra o descontentamento da categoria com os banqueiros, que se negam a dividir parte dos gordos lucros obtidos neste ano.

Diante dessa atitude da Fenaban, o Sindicato dos Bancários do DF convocou assembleia para as 17h desta quarta-feira (6), na Praça do Cebolão, para encaminhar os próximos passos da paralisação.

Em São Paulo, os bancários decidiram hoje (5) continuar em greve por tempo indeterminado. Os cerca de 2 mil trabalhadores – estimativa do sindicato – que participaram de assembleia agora há pouco rejeitaram a proposta feita pelos bancos, que previa reposição da inflação (4,29%). Os bancários reivindicam aumento de 11%, participação nos lucros e resultados (PLR), vale-refeição, vale-alimentação, auxílio-creche e mais contratações.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 683 agências e 13 centros administrativos de bancos fecharam na manhã de hoje. A estimativa do sindicato é de que 31 mil trabalhadores estejam participando da paralisação.

Uma nova assembleia está marcada para a próxima quinta-feira (7), a partir das 16h, na Quadra dos Bancários, na capital.

Fonte: Agência Brasil


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