Notas de R$100 e R$50 com tamanho diferenciado e mais itens de segurança serão as primeiras a circular

As novas notas de R$100 e R$50 entrarão em circulação na próxima segunda-feira, dia 13, em todo o país. Essa é a primeira etapa da troca total da família do Real, criada em 1994 e que, até então, não havia sido modificada integralmente. As duas notas, que são alvo de maior falsificação por causa dos valores mais elevados, terão tamanhos diferenciados e diversos novos itens de segurança, como a marca holográfica e tintas especiais. O anúncio será feito na própria segunda-feira, na sede do Banco Central (BC) em Brasília.

Entre as novidades, para facilitar a identificação também pelos deficientes visuais, está o tamanho de cada uma delas. A de R$50 terá 14,9 centímetros (cm) por 7 cm, enquanto a de R$100, 15,6 cm por 7 cm. As demais notas – de R$20, R$10, R$5 e R$2 – também terão tamanhos diferenciados, mas menores do que os das notas que vão começar a circular agora. Hoje, todas as cédulas em circulação têm o mesmo tamanho: 14 cm X 6,5 cm.

No início do ano, quando o BC anunciou as mudanças, a expectativa era que todas as novas cédulas entrariam em circulação em dois anos. As notas antigas de R$100 e R$50 continuarão valendo, e somente serão descontinuadas naturalmente. Ou seja, quando forem recolhidas pela autoridade monetária por estarem gastas demais.

Além do tamanho diferenciado, as novas notas de Real terão novas marcas dágua, que passarão a ser o desenho dos animais que estampam as notas. No caso de R$100, a garoupa e, de R$50, a onça pintada. Nas cédulas antigas desses valores, a marca dágua é a figura da República.

O objetivo do governo com a mudança das notas é, de um lado, dificultar a ação de falsificadores e, de outro, ajudar a população a identificar melhor as cédulas. Para isso, foram feitos fortes investimentos no maquinário da Casa da Moeda para produzir as notas com as novas tecnologias. Segundo o BC, hoje existem quase 5 bilhões de cédulas em circulação no país, que correspondem a R$145 bilhões.

Extraído de: Conselho Regional de Contabilidade de Sergipe

Fonte: O Globo


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