O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou nesta quarta-feira passada (7) que se o reajuste de mais de 50% para servidores do Judiciário for incluído no Orçamento de 2012, o governo terá de cortar investimentos e recursos de programas sociais.

“Não sobraria recursos. No geral, não dá para dizer que é só para programas sociais. Há toda uma questão de investimento que teria que ser cortada”, afirmou Carvalho após o desfile militar em comemoração ao Dia da Independência, em Brasília.

Questionado se o governo tem capacidade financeira para pagar a conta de um eventual reajuste de salários do Judiciário, Gilberto Cavralho afirmou: “Nós já manifestamos nossa posição naquele comunicado que foi feito. É muito difícil.”

O Judiciário quer um aumento de 14,79% para os magistrados e de 56% para os servidores, o que gera uma despesa estimada em R$ 7,7 bilhões por ano. Na última sexta, o Planalto enviou ao Congresso o pedido do Judiciário após mal estar com ministros do Supremo Tribunal Federal.

A despesa não constava do texto original do orçamento entregue na última quarta (31) pelo Executivo ao Congresso. O que o governo fez na última sexta (2) foi repassar ao Congresso o pedido feito pelo Judiciário, para que os parlamentares decidam se o gasto será incluído no orçamento do ano que vem.

Nesta segunda(5), o líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que não é possível atender à reivindicação do Judiciário.

“O problema é que não é possível hoje atender uma reivindicação de dar um reajuste de mais de 50% para o setor, por mais importante que seja. Acho que o caminho é o bom diálogo com Judiciário, Executivo, Legislativo e chegar a uma alternativa para o Judiciário. O projeto que está aqui não pode ser votado”, disse.

Fonte: G1


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