Uma ação e uma reação. Quando registrava a chegada de manifestantes a uma delegacia do Rio, para prestar depoimentos sobre a prisão do tatuador Fábio Raposo, um cinegrafista foi ameaçado por um dos black blocs e reagiu.
O jovem, ainda não identificado, afirmou que o profissional de TV “seria o próximo”, em alusão ao caso envolvendo Santiago Andrade, cinegrafista da TV Bandeirantes, que foi atingido por um rojão na última quinta-feira, 6, e morreu nesta segunda, 10. Antes disto, a ativista conhecida como “Sininho” já havia chamado os profissionais de “carniceiros”. A jovem saberia a identidade do homem que jogou o rojão no cinegrafista.
Ela teria dito ao estagiário do advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende Raposo, que o homem que acendeu o rojão era ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que teria oferecido assistência jurídica a Raposo. Entretanto, o deputado negou conhecer os envolvidos na explosão e disse que vai processar quem fez as acusações.
Ao ouvir a ameaça, o cinegrafista foi atrás dele e conseguiu desferir um golpe em sua cabeça com a câmera, mas foi impedido pelos colegas de continuar.
“Vocês só pegam os outros quando estão em grupo”, enfatizou o cinegrafista. As imagens foram registradas por outro profissional que também trabalhava no local, e foram veiculadas no programa Cidade Alerta, apresentado por Marcelo Rezende.

FONTE: A TARDE On Line


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