Um casal francês de vegetarianos está sendo acusado pela morte de sua filha de 11 meses, em decorrência de deficiências nutricionais. Sergine Le Moaligou e seu marido Joël podem ser condenados a 30 anos de prisão por privação de alimentos e de cuidados que teriam acarretado a morte da pequena Louise em março de 2008.

Apesar de ter quase um ano de idade, a criança era alimentada apenas com leite materno. Louise pesava apenas 5,7 quilos – enquanto o peso normal de uma criança com essa idade seria de 8 quilos – e media 67 cm de altura.

A autópsia do corpo revelou carências de vitaminas A e B-12. Segundo os especialistas, essa deficiência nutricional aumenta o risco de contrair infecções. O casal possui outra filha, de 13 anos, que não teria sofrido o mesmo tipo de carência alimentar nos primeiros anos de vida.

A filha primogênita era educada em casa desde que um patê de carne foi servido aos alunos no almoço da escola e os pais decidiram cancelar a matrícula da criança.

O advogado de defesa disse que Sergine e Joël decidiram abraçar o regime vegatariano no início dos anos 2000, após terem visto um programa na televisão sobre o abate de animais. O casal não confiava na medicina tradicional e preferia tratar suas filhas com base em informações pesquisadas em livros.

Diferentemente dos vegetarianos mais comuns, que não consomem apenas carne vermelha, os do tipo “vegan” – como os acusados – excluem de sua alimentação qualquer tipo de carne, como peixe e frango, e também todos os produtos de origem animal, como ovos, leite e mel.

O casal já cumpriu quatro meses de prisão preventiva e está sedo julgado em liberdade.

Fonte: JusBrasil

Categorias: Direito Penal

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